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  • Luciano Braz

A PANDEMIA DO COVID-19 E SEUS REFLEXOS NA GESTÃO DA SAÚDE (parte 1)

Atualizado: Out 6


Pela ótica da gestão de saúde, a pandemia provocada pela covid-19, obrigou-nos a adotar bons hábitos que dificilmente mudarão – estarei abordando nas próximas postagens. Hoje tratarei da gestão hospitalar.


Tive a oportunidade de implantar hospitais de campanha para combate a covid-19 e assustava-me a idéia do risco de contaminação para a equipe assistencial, pois via dois fatores provocadores de risco: o prontuário de papel e o telefone!!! O prontuário de papel, sendo manuseado pela equipe, que nem sempre estavam de luvas... e o telefone? Apesar de toda a indumentária de epi´s (equipamentos de proteção individual), como aventais, máscaras, luvas, capas e etc., deixavam as orelhas livres para utilizar o telefone – imprescindível para o contato com as áreas de suporte.

Daí meu firme propósito em utilizar o PEP - Prontuário Eletrônico do Paciente, porém, teria de ser um PEP que trouxesse a sistematização da assistência, com as prescrições “sistematizadas”:

- prescrição medicamentosa: após o aprazamento da Enfermagem, com a integração dos “kits” de materiais descartáveis (quando necessários), já sendo direcionados automaticamente para a “Farmácia Satélite” que realiza a dispensação (que por sua vez, dão a baixa automática nos estoques e avisam ao setor de Compras quando alcançarem o ponto de ressuprimento);

- prescrição de exames: com o acionamento automático da área responsável pelos exames, para a realização de coletas ou o agendamento de horários quando o Paciente tiver de ser deslocado de seu leito até o setor (como no caso de tomografias e ressonâncias, por exemplo);

- prescrição para acionamento de integrantes de outras especialidades médicas ou dos chamados “outros Corpos Profissionais” (Fisioterapeutas, Nutricionistas, Psicólogos entre outros), funcionando com o mesmo princípio, ou seja, sendo direcionado um acionamento via sistema informatizado, para que o profissional saiba qual o Paciente, leito e o tipo de solicitação realizada;

- o painel para acompanhamento das prescrições: com a integração de tv´s com a sinalização informando se a prescrição foi atendida ou não, e neste caso se a demora está dentro do esperado ou não e, não estando, surge uma sinalização tornando público a todos que aquele laudo de exame ainda não foi anexado, ou que o responsável pela terapia médica prescrita ainda não compareceu... Este painel tornou-se um grande aliado para a sistematização da assistência porque expõem a todos quais áreas não atendem aos tempos pré-estabelecidos. Foi fundamental para a Enfermagem deixar de lado o papel de “babá” dos demais integrantes, deixando de lado o telefone para ficar ligando e acionando a área ou o profissional, para efetivamente estar de prontidão para assistir ao Paciente.

*Imagem cedida pela SOFTNEW


*Imagem cedida pela PIXEON


- o papel do PEP – Prontuário Eletrônico do Paciente torna-se ferramenta obrigatória, pois além de favorecer o processo assistencial, torna-se fundamental do ponto de vista epidemiológico, sinalizando e contribuindo para que as estatísticas favoreçam a leitura e consequentemente possibilitem a adoção de medidas corretivas ou preventivas. Do ponto de vista clínico, a direção médica estabelecia os protocolos médicos e de novo o PEP, difundindo on-line sua composição e permitindo a avaliação de sua eficácia de forma imediata.

- outro fator de mudanças importante refere-se ao processo de educação no treinamento de toda equipe, não apenas assistencial, mas das demais áreas, a exemplo de Portaria, Segurança, Higienização entre outras. A utilização de vídeos caseiros, foram importantes instrumentos, disseminando de forma rápida conceitos sobre educação e prevenção da COVID-19. Também relacionado ao aspecto de educação continuada, o sistema de normatização teve significativas mudanças: saem de cena as tradicionais pastas com suas inúmeras cópias de normas, rotinas e procedimentos e aliam-se á tecnologia com os arquivos “em nuvem” ou em ambiente web – assim os integrantes, acessam os arquivos digitalizados de qualquer computador ou do próprio smartphone e outro ponto fantástico, com a entrada do “Google Forms”, onde leitor recebe um WhatsApp informando o link com a norma/rotina/procedimento que ele deve ler e ainda um questionário avaliando o entendimento do conteúdo; ou seja, criou-se o EAD – Ensino a Distância da Educação Continuada!!!

Acredito que serão mudanças benéficas que virão para ficar!!


No próximo texto, abordarei sobre a pandemia e seus reflexos na gestão ambulatorial!!

Até lá!!

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